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≈ Especial Paris! | Dia 4

20:15 Isabela Libório 0


 Dá um aperto no coração escrever os posts dessa viagem. Mas, calma, que é um aperto bom, aquela saudade gostosa. É difícil acreditar que realmente estive em Paris, aí olho as fotos e dou algumas suspiradas, haha. Depois de um tempinho sem posts sobre o tema, vim aqui falar sobre o meu dia favorito nessa viagem.

 Bem, Paris é CHEIA de lugares incrivelmente surreais, mas no 4º dia - 23/10 - eu visitei um lugar que esquentou meu coração de um jeito especial: Saint-Germain-des-Près. Como não tínhamos marcado com um translado para ir até lá - é um pouco longe da Champs-Élysées, onde estávamos hospedados -, resolvemos seguir a dica de uma amiga e comprar tickets de 24 horas para o ônibus do city tour - L'Open Tour -, assim passearíamos pela cidade e desceríamos em Saint-Germain-des-Près. 

 Como sempre, nos confundimos na hora de comprar esses tickets, então subimos no ônibus mais tarde do que gostaríamos - umas 10 da manhã -, mas subimos felizes e colocamos nossos fones para ouvir a narração que, aliás, tinha opção em português do Brasil. Apesar do frio, ficamos na parte descoberta do ônibus e foi muito legal, porque pudemos apreciar ainda mais a cidade e tirar fotos.

 O outono lá é lindo DEMAIS, não supero isso.

 Essa é a maravilhosa Igreja de la Madeleine.

A Torre Eiffel lá no fundo. *suspiros*

 Depois de ver muitas paisagens lindas, chegamos no lugar que eu tanto esperava e me arrepiei até a alma quando vi a Catedral de Notre-Dame. Linda não é suficiente pra descrever.


 E o que dizer da paisagem que vimos ao pisar no bairro? O rio Sena atravessando a cidade, barraquinhas vendendo livros antigos e souvenir em volta dele, as árvores com cores maravilhosas e lá mais pra frente: a surreal, a maravilhosa, o motivo do meu quase berro no meio da rua: Shakespeare & Company. Mas já chego lá.

 A fila pra entrar na Catedral estava bem grande, mas a gente não podia deixar de entrar nessa coisa maravilhosa. Foi bem rapidinho, na verdade, e eu achei que não poderia ficar mais chocada. Até entrar.


 As imagens já dizem muita coisa, né? A Catedral de Notre-Dame é enorme, tem uns vitrais surreais de lindos e coloridos, pena que não dá pra ver tanto quanto eu gostaria por causa da pouca luz. Além disso, tinham alguns painéis com informações sobre ela e desenhos sobre o processo de construção, claro que fiquei lá lendo tudinho, hehe.

 Depois dos meus pais acenderem uma vela que estava à venda e de eu comprar uma moedinha com o desenho do lugar, saímos de lá e fomos passear um pouco mais, além de conhecer as outras fachadas da Catedral. O estilo dela me encantou demais, fiquei observando as gárgulas e babando nos detalhes.


  Eu não aguentava mais de ansiedade pra ver a Shakespeare & Company de pertinho, mas, antes, passeamos um pouco pelas lojinhas ao longo do rio Sena e eu comprei um quadrinho muito amor com uma pintura da Catedral de Notre-Dame , que mostrarei no fim do post. 


 Essas lojinhas me fizeram sentir ainda mais como num filme, mais especificamente, um dos meus favoritos: Meia Noite em Paris. Na época eu ainda não tinha lido Paris É Uma Festa, do Hemingway, - em breve, terá resenha no blog -, mas agora fico repensando os lugares nos quais passei e pensando em como Hemingway os descrevia. Me emociono só de começar a escrever sobre isso.

  Apesar de ainda não ter lido Paris É Uma Festa na época, eu sabia que aqueles lugares eram frequentados por artistas sensacionais, como Fitzgerald e Hemingway. Esse era o principal motivo pelo qual eu estava TÃO animada pra visitar a Shakespeare & Company, livraria frequentada pelos mesmos.



 E o momento chegou. Desculpem pelo drama, haha, mas é que foi muito emocionante ver esse lugar na minha frente. Quando entrei, a primeira coisa que pensei foi: "eu quero morar aqui!". A livraria é muuito maior do que parece, parece até um labirinto, porque toda hora você encontra uma entrada diferente e se surpreende com cada canto.

 Não era permitido fotografar, só tirei algumas bem rapidinho pra guardar pra mim, não vou postá-las por respeito ao lugar, mas posso descrevê-lo de um jeito: imagine muitas salas recheaaadas de livros LINDOS de capa dura, paredes cheias de fotos, papeis com recadinhos, banquinhos com almofadas encostados nelas, máquinas de escrever espalhadas, muitas referências e edições de livros do Hemingway - ai, ai... -, uma escada toda envolta de desenhos, livros, prateleiras, um espaço infantil com cantinho aconchegante... Eu não queria sair de lá mais nunca.

 Fiquei louca com as edições de livros que encontrei por lá, tinha bastante em inglês também, não só em francês. O preço era salgado, infelizmente, e eu - burra - acabei comprando NENHUM, apesar de ter querido sair de lá com uns 47. Gente, me arrependi tanto de não ter comprado, mas isso foi porque eu ainda iria passar numa livraria ali do lado conhecida por ser muito barata e enorme, mal sabia eu que iria me decepcionar. Um dia, quem sabe, eu volto lá e passo alguns lindos dias na S&C e compro uma edição de Paris É Uma Festa em francês, pra ser tradicional. Posso sonhar, né?

 Eu não queria me despedir dessa livraria, mas tínhamos que aproveitar nosso tempo, até porque o ônibus passaria lá só até um horário específico. Pra me consolar e levar um pouquinho do lugar comigo, comprei um caderninho com a ilustração de alguns artistas que costumavam frequentá-las. Não tive coragem de escrever nele até hoje, é meu xodó e fica no meu criado-mudo.

 Depois de me encher de amor na Shakespeare&Company, paremos em um restaurante do lado pra almoçar - cujo nome, infelizmente, não lembro - e pedimos algo que é bem comum na França - e uma boa dica pra economizar - o prato do dia, ou plat du jour. Você escolhe uma entrada, prato principal e sobremesa por um preço único e bem legal, foi o melhor almoço que tivemos em Paris. 

 A próxima parada foi a Gilbert Jeune, uma livraria/papelaria gigantesca, mas que me decepcionou na questão livros. Ela é dividida em alguns "prédios", tem de Ciências Sociais, História... Mas entramos no principal e maior de todos, com 4 andares.


 Logo que entrei, tomei um susto com o tamanho do lugar e já fiquei sem saber pra onde ir primeiro. Na entrada, tinha uma mesa com livros com descontos muito bons, mas a maioria era de culinária ou assuntos que não me interessavam muito, comecei a me decepcionar aí.

 A parte de papelaria era maravilhosa e eu me arrependo amargamente de não ter comprado materiais de arte, porque nem pensei em como precisaria desse tipo de coisa na faculdade, se pudesse voltar faria a festa nessa parte. Tinham alguns cadernos muito fofos também, marcadores de livros, acessórios de papelaria... Mas eu só queria saber dos livros e fui direto pra lá.

 Achei que iria me deparar com as edições liindas que encontrei na Shakespeare&Company, mas isso não aconteceu. Grande parte dos livros era em francês e em versão paperback, então fiquei bem desanimada por não ter aproveitado a livraria anterior, mas acabei compensando outro dia - isso vocês verão em outro post -. 

 Porém, quando estava passeando por esse lugar enorme, vi uma mesinha com Funkos e fiquei muito feliz quando encontrei alguns de Doctor Who. Dei mais detalhes e mostrei fotos nesse post! Comprei só isso por lá e minha mãe levou alguns artigos de papelaria, mas valeu a pena a visita e eu recomendo sim, principalmente pela parte dos materiais de arte.

 Infelizmente, já estava na hora de pegar o ônibus de volta. Queríamos muito conhecer a Sacré Couer, mas percebemos depois que a rota do que pegamos não passava por lá, o que foi uma grande decepção, então visitar Montmartre fica pra outra vez. Passeamos mais pela Champs-Élysées e visitamos algumas lojas bem legais, como a da Disney e a FNAC. O dia foi INCRÍVEL e voltei pro hotel com o coração muito feliz.

Saldo do dia:
Perdão pela foto tremida :c
No caso, só os Doctors. Quase morro de fofura com eles.


Leia outros posts sobre a viagem:
Dia 1 - Chegada, o Arco do Triunfo e a Champs-Élysées
Dia 2 - Museu do Louvre e livraria
Dia 3 - Torre Eiffel e Palácio de Versailles

Ei! Não esquece que seu comentário é muito importante, viu? É uma forma de saber o que mais agrada - ou não - quem lê o blog, além de que adoro saber as opiniões de quem visita sobre o assunto falado. 

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