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Exposição: Amar a Lina

17:58 Isabela Libório 0


 Desde que comecei a faculdade de Arquitetura e Urbanismo lá na UFBA, conhecer mais a cidade de Salvador passou a ser uma paixão - e uma necessidade - ainda maior. Minha família não tem muito o costume de passear por lugares diferentes da cidade, mas meus colegas de faculdade sempre combinam de passear por aí e fazem os melhores roteiros, ando amando demais isso.

 Dia 18/06, resolvemos visitar a exposição Amar a Lina lá no teatro Gregório de Mattos - que acabou de ser reinaugurado, aliás - e ainda fizemos um piquenique no terraço do Espaço de Cinema Glauber Rocha. Foi maravilhoso e eu, nesse último Sábado, arrastei meus pais e meu namorado pra assistir à mesma exposição e tirei fotos pra compartilhar com vocês, porque não tinha como não falar de um projeto tão incrível.



 Lina Bo Bardi - ou Achillina Bo, seu nome de batismo -, a homenageada na exposição, foi uma arquiteta italiana incrível e muito apaixonada pelo Brasil. Ela foi a idealizadora do próprio Teatro Gregório de Mattos e teria completado cem anos em 2014, a ideia de reinaugurar o local com uma celebração pelo seu centenário foi linda. O nome Amar a Lina é um trocadilho do nome da arquiteta com um bairro de Salvador (Amaralina) para representar seu grande amor pela Bahia.

 Lina veio para o Brasil pela primeira vez em lua de mel e, ao mesmo tempo, a trabalho por conta do marido - Pietro Maria Bardi -. Ela ficou encantada com a riqueza da cultura tanto visual quanto sonora nordestina, todas as suas paisagens e festas populares. Acabou ficando por aqui e contribuindo com projetos que, aliás, tentavam tornar tudo mais humano e igualitário. Lina apoiava e prestigiava muito a cultura popular.

 Por conta dessa cultura que tanto encheu os olhos da arquiteta, a exposição conta com objetos espalhados representando o Nordeste, documentários sobre Lina são exibidos, podemos interagir com painéis, além de ver de perto muitas maquetes de alguns projetos seus pela Bahia e ilustrações da própria Lina. Esses objetos vieram da Feira de São Joaquim e do acervo de Davi Glad, as maquetes foram feitas tanto por Carla Zollinguer quanto pelo centenário de Lina Bo Bardi. É tudo muito colorido, bem organizado e dá gosto de ver. 

 Algumas das obras mais famosas da arquiteta foram o MASP - Museu de Arte de São Paulo -, o MAM - Museu de Arte Moderna da Bahia - e o SESC Pompéia – Fábrica em São Paulo. 

Agora, preparem-se pra muitas fotos, porque eu não resisti.  


Esse painel interativo ocupa uma parede enorme inteira! É maravilhoso.



Aí é onde fica a linha do tempo da vida de Lina Bo Bardi.


 Essa exposição me encantou e inspirou de um jeito que só visitando pra entender. Se você mora em Salvador ou vai estar aqui até o dia 11 de Agosto, sério, não deixe de visitar. A exposição é aberta ao público e acontece de Quarta a Domingo, das 14h às 19h lá no Teatro Gregório de Mattos. Posso dizer que você sai de lá meio que amando a Lina e, se não isso, algo bem próximo. 


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