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Resenha: O Duque e Eu

21:48 Isabela Libório 0


  Não sei de onde veio isso, mas tudo o que tem aquele estilo meio “de época” me agrada e chama a atenção. Bem, não exatamente romances, curto mais quando envolve ficção – tipo a série As Peças Infernais da Cassandra Clare, minha favorita -. Vocês já devem até saber dessa minha paixão, mas, por algum motivo, minha estante tem poucos livros envolvendo essa época de carruagens, vestidos pomposos e bailes. Já que estava sendo bem falado, resolvi apostar em um romance no estilo e comprar o primeiro livro da série Os Bridgertons: O Duque e Eu.
  A série Os Bridgertons é composta por 8 livros, onde cada livro conta a história de um filho da família Bridgerton – sim, são 8 filhos – e o primeiro deles tem como personagem principal a mais velha das moças: Daphne. Todos os irmãos tiveram os nomes escolhidos em ordem alfabética de acordo com seu nascimento: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. Ou seja, Daphne é a 4ª deles, mas a primeira mulher.

  Londres, século 19. É nesse lugar e época que somos apresentados a Daphne Bridgerton e sua enorme família. Aos 21 anos e já em sua segunda temporada de bailes para encontrar o pretendente perfeito, ela pode ser considerada uma “atrasada” no quesito casamento e sua reputação e a de sua família pode ir por água abaixo se essa situação não for resolvida. Diferente da maioria das moças à sua volta, o ponto forte de Daphne não é sua beleza, mas sim sua personalidade e inteligência.


  Paralelamente, conhecemos Simon Basset, o mais novo Duque de Hastings. Rejeitado por seu pai durante toda a infância por não ser como o mesmo desejava, decidiu que se vingaria do homem. Tornou-se um homem respeitado, com boas bases de estudo e muito desejado pelas moças. Após alguns anos viajando, o rapaz está de volta a Londres. Mas há um problema: Simon não pretende se casar. Nunquinha.

“Simon sentiu no âmago a rejeição do pai. Experimentou uma espécie peculiar de dor tomando conta de seu corpo e envolvendo o coração. E, conforme o ódio lhe invadia e transbordava por seus olhos, ele fez uma promessa solene. Se não podia ser o filho que o pai queria, então seria exatamente o oposto.”

  É durante a sua primeira festa desde sua chegada em Londres que Simon dá de cara com Daphne pela primeira vez de uma forma meio peculiar. O desejo que sente pela moça é instantâneo, porém... Mal sabia ele que a mesma era irmã do seu melhor amigo: Anthony – que, por acaso, é superprotetor -. Mas a atração não partiu só dele, Daphne chegou a pensar no mesmo como seu pretendente.

  Convencido de que sua ideia era infalível, Simon sugere à moça – após algumas conversas – que ambos fingissem uma relação. O motivo disso? Livrar-se de tantas mães de moças solteiras loucas para tê-lo como genro e ainda fazer com que Daphne fosse desejada pelos homens à sua volta, já que estaria com o tão renomado Duque. Aí você se pergunta: isso daria certo? Pois é.
  A primeira coisa que me surpreendeu foi o modo de escrever fluido e divertido de Julia Quinn. Me peguei rindo em muitos momentos da história e é fácil não perceber o tempo passar durante a leitura. Em cada começo de capítulo, há um comentário da misteriosa Lady Whistledown. Sua identidade é mantida em segredo e ela tem um tipo de “coluna de fofocas” no jornal, isso torna o livro ainda mais interessante, porque já começamos o capítulo com um gostinho do que está para acontecer, além de nos perguntarmos quem deve ser essa moça. Devo avisar que a sua identidade não é revelada nesse volume da série, acredito que saberemos um pouco mais pra frente.


  Sim, a história é previsível, mas isso não me incomodou. O caminho até os acontecimentos é inesperado e diversas coisas acontecem até tudo se encaixar. O romance é lindo, inspirador mesmo e, devo dizer, até realista. Mostra que o amor é capaz de muita coisa e fez com que eu me envolvesse demais com as situações e os personagens.

  Daphne Bridgerton me agradou bastante. Achei interessante que, em uma época como aquela, ela fazia questão de mostrar não ser uma mulher frágil como todos os homens pensavam que deveria ser. Com seu bom humor, me fez até querer ser sua amiga e bater um papo. Além disso, em nenhum momento, a autora escreveu cenas em que a moça agisse sem fazer jus a sua personalidade marcante.

“Daphne corou. Detestava que os homens pensassem que as mulheres eram criaturas volúveis e instáveis, e odiava ainda mais o fato de estar fazendo jus a essa imagem.”

  Gostei muito do fato de que a história de Simon foi contada detalhadamente – não falei muito sobre ele aqui, porque prefiro que descubram durante a leitura – e o mesmo foi um personagem que me agradou, além de me fazer sentir pena de sua situação muitas vezes. Bem, ele também me irritou, porque eu não conseguia entender certas atitudes suas. Tive vontade de mergulhar no livro e dar uma chacoalhada para o famoso Duque se tocar. Enfim, tudo teve seu tempo certo e não tenho do que reclamar agora.

Obviamente, quero muito terminar de ler a série. Fiquei encantada pelo livro e pelo modo de escrever da autora, super recomendo até pra você que, como eu, não curte romances tanto assim. Bem, se você curte muito o estilo “de época” também, não tenha medo de arriscar!

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